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Pequeno varejo ganha papel de destaque na crise

Na teleconferência realizada no dia 8 de abril, os representantes da indústria também foram unânimes em afirmar que os pequenos e médios varejos estão ganhando papel de relevância à medida que o isolamento social cresce. “Conforme aumentam as medidas de restrição, as pessoas naturalmente buscam os comércios na proximidade para se abastecer”, afirmou Marcelo Paiva, diretor de vendas da Mondelez. Na opinião de Gabriela Potin, da Química Amparo/Ypê, o atacado tem papel fundamental nesse processo, principalmente pela facilidade de deslocamento ao levar os produtos para o pequeno varejo.

O setor atacadista distribuidor também reconhece o momento de oportunidade que vive o pequeno e médio varejo. “Nossa força de vendas fica perto do varejo. São tempos difíceis e isso requer uma atuação proativa”, disse Flávio Martins, CEO do Grupo Martins. A categoria de alimentos e de higiene e limpeza, segundo ele, se sobressaem. “Mas é perceptível que à medida que aumenta o ticket médio, diminui a presença nas lojas.”

No geral, o setor tem atuado com prudência e cautela nesse cenário, enquanto se preocupa em manter o dinheiro em caixa por conta da falta de previsão. “Sabemos que a medida em que os dias de isolamento social aumentam, fica mais difícil prever como será o processo de retomada da economia. Mas precisamos apoiar os clientes, principalmente os bons clientes. O importante é que prevaleça a parceria para que todo mundo se saia bem no final”, afirmou o vice-presidente João Pereira, do Grupo Atacado Bate Forte.

A desinformação é o principal desafio das empresas no Nordeste, de acordo com o líder da região, Antônio Alves Cabral Filho. Segundo ele, autoridades de alguns municípios, principalmente no interior, estão extrapolando as medidas restritivas e impedindo a circulação de caminhões.

O vice-presidente Euler Fuad Nejm, do Grupo DecMinas, salientou o crescimento expressivo do ecommerce nas últimas semanas. Segundo ele, houve um aumento de 300 pedidos dia para 1.300 na plataforma. “É uma nova realidade. Dessa forma também temos conseguido colocar em práticas as medidas de segurança para os nossos colaboradores.”

Luiz Gastaldi Junior, vice-presidente da ABAD, do Mercantil Nova-Era, disse que o setor atacadista e distribuidor tem uma atividade privilegiada e, por ser essencial, não deve sofrer um grande impacto com a crise. “Claro que se houver uma recessão, todos os segmentos vão sentir, mas temos a nosso favor o fato de comercializarmos produtos de primeira necessidade.”

O líder da região Sudeste, Joilson Maciel Barcelos Filho, manifestou preocupação com o fechamento do comércio. Segundo ele, é preciso monitorar a situação e insistir com as autoridades para não estendam as medidas restritivas além do necessário. “Muitas empresas do setor atuam com food service, representado basicamente por bares e restaurantes, que hoje estão fechados. Os governantes têm de ter consciência sobre o impacto das medidas restritivas”, avaliou.

O presidente Emerson Destro ressaltou a importância de motivar esse debate e trazer as diferentes visões sobre o impacto da pandemia. “Como um elo fundamental na cadeia de abastecimento, estamos trabalhando com afinco para manter essa atividade que é essencial para a população. Nosso objetivo, independentemente da situação, é continuar distribuindo, de norte a sul, o que a indústria produz”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação – ABAD

* Com informações do site da Revista Distribuição/Claudia Rivoiro

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